quarta-feira, 21 de maio de 2008

a solas, solo solamente

não serei eu a ficar sofrendo.
não é pouco, porém não é tudo.
essa não foi a vida que eu pensei que teria, e por essas e outras não a terei.
a solidão pode me servir muito bem, obrigada.
quero meu tempo só para mim, só para meus problemas e tudo mais que for somente meu.
quero meu ego cada vez mais ista mas sem perder a compaixão, e claro, minha essência.
logo eu, que por bem mais nunca me perdi.
ficar nessa definitivamente não é pra mim.
estou cansada de meus próprios julgamentos.
quanto a isso não discutirei, apenas viverei e aprenderei.
não me gabarei de nada, não preciso fazê-lo.
não aqui, não nesse momento.
se quiser verdades, sabe exatamente quem as contem.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

e quando agente acha que já viu de tudo...

"Comece a namorar agora mesmo! 3 dias grátis!"

como se não bastasse a dificuldade de se encontrar alguém descente ao qual entregaríamos tudo o que fosse de mais bonito, compartilharíamos momentos, trocaríamos idéias e tudo aquilo que só aqueles legítimos "casaizinhos" apaixonados sabem fazer, agora depois de três dias de namoro haverão taxas a serem pagas?
minha nossa senhora dos relacionamentos duradouros (deve haver uma santa para tal, não é possível que relacionamentos durem tanto tempo sem ajuda dos santos)! haja capitalismo!

Lista de preços sugerida (por mim, é claro):

Abraço (hard) R$ 7,50 por minuto.
Abraço (normal) R$ 5,20 por minuto.
Abraço (easy) R$ 1,70 a unidade.
Beijo (hard) R$ 1,25 por segundo.
Beijo (normal) R$ 1,00 por segundo.
Beijo (easy) R$ 0,75 a unidade.
Beijo (da virilha pra baixo) R$ 8,90 a unidade.
Beijo (do umbigo ao pescoço e ouvido) R$ 7,50 a unidade.
Beijo (na bochecha, nariz ou testa) R$ 0, 25 a unidade.
Carícia (hard) R$ 25,00 por hora.
Carícia (normal) R$ 13,60 por hora.
Carícia (easy) R$ 2,90 a unidade.
Mão-boba (hard) R$ 15,00 por minuto.
Mão-boba (normal) R$ 8,60 por minuto.
Mão-boba (easy) R$ 1,90 a unidade.

taxa de entrega: R$ 1,20 - 50km.
como calcular:
valor da taxa em R$ = distância em km x 1,20/50

*item que não consta na lista deverá ter seu preço calculado na hora.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

sou o tempo e quem diria!?

meu corpo e pensamentos, o que digo e tudo mais, são tempo.
cada molécula de mim se formou com o tempo.
essa mania de balançar as pernas enquanto penso ansiosa, adivinha? tempo.
minhas unhas, meus joelhos, meus gostos e desejos...tempo.
até mesmo meus amigos, minhas escolhas e liberdades!
essa chuva, o frio, o sol e o calor...no final tudo é tempo.
leva tempo, tem um tempo, quanto tempo, esse tempo, nosso tempo...


TEMPO, s. m. Sucessão de dias, horas, momentos; período; época; estado atmosférico; estação ou ocasião própria; cada uma das partes completas de uma peça musical em que o andamento muda; (Gram.) flexão verbal que indica o momento do estado ou da ação.

sábado, 26 de janeiro de 2008

quando eu crescer quero ser grande.

toda essa intensidade as vezes me assusta, a imensidão da vida me dá arrepios.
só de pensar que quase nada vivi até hoje e a vida toda tenho pela frente...
me sinto tão pequena diante de tudo isso e não sei bem por onde começar, que caminhos tomar.
o pânico, a incerteza me travam no presente e me remetem ao passado.
o crescimento é só meu, ninguém poderá me ajudar no que mais preciso.
paro e penso. decido sozinha. sigo em frente e tomo um rumo.
força e coragem pra mudar quando for preciso, nem que pra isso mude completamente.
em tão pouco tempo será que aprendi o que preciso pra ir adiante? será que consigo?
terei que ser firme.
não sei como será, vou tentar não ter medo.
quando nasci também não sabia e cheguei até aqui aprendendo.
talvez o aprendizado seja a chave de tudo.
a inoscência e a pureza de uma criança, sempre com a mente aberta, livre, despreocupada.
tentarei um pouco disso, sem esquecer disciplina e fé.
deve ser essa a receita: seja o que deus quiser.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

juras;

foi quando eu decidi, ser sua, toda sua.
não pedi, não sugeri.
ser sua fui eu quem quis.
e com tudo concordaria, uma gueixa, toda sua.
não por você, não pra você.
por mim, e somente por mim.
decidi como quem impõe leis.
não cobrei, não questionei.
me entrego em suas mãos.
em troca não peço nada, apenas aceite.
como um presente, um futuro.
sou assim, de corpo e alma, sou entregue.
em uma Terra que ninguém é de ninguém, eu resolvi assim.
mesmo em pensamento, sou sua, não nego.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

happy new year evebody.

ahhh...ano novo!
ano novo, vida nova!

engraçado como são certas coisas.
você já parou pra pensar em como algumas coisas simplesmente se tornam tradição de várias pessoas, várias regiões, várias cidades, vários estados, vários países e de um mundo inteiro?
um dia qualquer, como todos os outros, simplesmente vira um marco, vira história, vira festa.
e de repente estão todos reunidos em volta de um bolo, em volta de um corpo, em volta de uma fogueira, em volta de um perú, em volta de chocolates, em volta de uma champagne...
mas uma das datas que mais me chama a atenção é o réveillon.
é MAIS que um mundo inteiro soltando fogos no final do dia, é incrível, é mágico.
é como se a esperança de uma vida melhor se renovasse a cada segundo da contagem regressiva.
todos pedindo paz, desejando coisas boas, pensando coisas boas, sentindo coisas boas, fazendo coisas boas, vestindo coisas boas...e tudo isso no mundo inteiro!
a cada fuso-horário uma comemoração cheia de magia e beleza.
...dois dias depois ninguém lembra mais de toda essa felicidade e daqueles momentos finais do dia em que não parava de pensar em como queria que tudo melhorasse, que todos vivessem em paz e harmonia, e de como seus amigos estavam ótimos, e não pára mais de pensar que o trabalho é uma chatice, seus pais voltaram de viagem e encontraram a casa uma bagunça e te colocaram de castigo, seu amigo tá namorando aquela garota que você tanto queria, seu namorado te traiu com aquela gostosa da festa...
é como se o réveillon fosse um belo livro de conto de fadas: acabou o livro, acabou a história.
acabou o natal, acabou o ano, acabaram as férias e tudo se torna um saco outra vez.

realmente, não entendo essas tradições.

fora tudo que não entendo, inclusive o fato de um ladrão fazer questão de levar uma bolsa que não vai usar e que vai jogar no primeiro bêco que passar, eu estou ótima e meu réveillon foi perfeito.
não é toda noite que o céu da esplanada dos ministérios fica tão iluminado e tão bonito, sem contar dos cogumelos nas nuvens, as companhias maravilhosas, as loucuras, os rituais, o banho de champagne...
enfim, vou sentir saudade desse período de 365 dias até aquele momento e até o ano que vem que é quando eu vou passar a sentir falta desses aproximadamente 362 dias que ainda temos pela frente.

boas energias a todos, espero que esse ano seja marcado por muita alegria e tudo aquilo que agente deseja na contagem regressiva. (:

sábado, 10 de novembro de 2007

manhã. amanhã? a manhã! ah manhã...

observe só que manhã maravilhosa.
depois daquela chuva de ontem à noite, o sol nasce com um brilho explêndido e o friozinho que te faz se enrolar todo no cobertor aos poucos vai esquentando.
alguém da casa se levanta e prepara um café delicioso, que atiça o olfato e lhe faz acordar.
porém ainda de olhos fechados se ouve o som dos pássaros na árvore do quintal.
parecem avisar a todos que a noite acabou, e convidar a cada um pra ver esse lindo sol apontando no horizonte de mais um dia gostoso de se viver.
os olhos se abrem e aquela vontadezinha de ficar mais alguns minutos na cama se torna possível.
- hoje é sábado, perfeito - pensa-se.
ainda na cama e embaixo do cobertor o corpo se estica até onde consegue, alguns estralos e alguns gemidos, alguns supiros e um bocejo.
o corpo volta a relaxar.
um gosto de noite na boca e um impulso pro corpo se sentar na cama.
pela janela a confirmação: é dia.
lentamente uma perna escapa do cobertor e em seguida a outra, os pés tocam o chão e o corpo congela de baixo pra cima em alguns segundos.
uma sensação de frio arrebatadora é sentida.
os pêlos se ouriçam por instantes.
outro impulso e o corpo se levanta e se dirige até a cozinha onde alguém há poucos minutos estava tomando um café com torradas.
farelos sobre a mesa denunciam a pressa.
por causa do silêncio daquela manhã, na casa toda se ouve o barulho de uma cadeira sendo arrastada na cozinha.
alguém nesse momento deveria estar com uma xícara grande de café nas mãos, se preparando pra ler o jornal deixado sobre a mesa.
um assopro e uma névoa de vapor d'água se expalha por todo o lugar.
um gole, uma notícia, mais um gole, signos e cruzadinha.
algumas risadas das tiras de humor, meio tímidas e com voz de quem ainda está embaixo do cobertor, fecha-se o jornal.
passos até o quarto e alguém sai do banho neste exato momento.
um bom dia, um sorriso, um beijo.
após a doçura do encontro pela casa cada um segue uma direção.
um se arruma pra ir pro trabalho e sai com uma despedida apressada só pra variar.
bate na porta do banheiro e diz ao seu bem que tem que correr, até mais tarde e te amo.
no chuveiro o outro responde e continua seu banho.
uma gota de cada vez, uma parte de cada vez e com todo cuidado que seu corpo precisa.
sai do banho enrolado em uma toalha gostosa.
as pernas encontram o frio mais uma vez.
corre pra se enxugar na esperança de que o frio desapareça.
veste algo muito leve e passo-a-passo segue até a janela.
adimira o dia por mais alguns instantes.
- explendoroso - reflete.
sente-se entristecido por não estar ao lado de quem queria e lembra da afobação com a qual o viu levantar-se.
sorri apaixonado e volta pro quarto.
pega o livro na cabeceira da cama, aquele que lia ontem à noite só com a luz fraquinha do abajour pra não perturbar quem tanto ama e senta-se em uma poltrona confortável.
lê mais alguns capítulos até que o dia se torne pouco à pouco barulhento.
resolve ligar o som e arrumar a cama ainda desfeita.
depois de uma boa organização percebe que toda a casa está perfeita.
cada coisa em seu lugar, cada detalhe, cada canto, cada lâmpada, cada torneira...
se deita e cochila, até ouvir alguém na cozinha novamente e sentir um cheiro que só poderia vir de algum espetáculo feito especialmente pra agradar seu paladar.
era seu amor, já havia chegado há algumas horas.
se deitou ao seu lado sem lhe acordar e te abraçou pra repor as energias por ter ficado a manhã toda distante.
se levantou sem fazer barulho e te fez acordar como se a manhã fosse agora, com pássaros e cobertores, com olfato e paladar, com os olhos grudados e uma paixão ainda maior do que na "manhã passada".
- hoje é sábado, perfeito - sussura-se.